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Estamos refletindo sobre como são solicitados e despertados os nossos Sentidos na Liturgia que Celebramos. Vamos dar mais um passo à frente. Hoje vamos conversar sobre o Olfato. O que cheiramos, que sabor sentimos em nossas Celebrações.
Certamente você já teve a experiência de passar diante de uma padaria quando se está assando pão. Lembra que cheiro gostoso! Agora lembre do cheiro da comida que a sua mãe ou sua avó prepara; que delícia! Nosso olfato é despertado a cada instante. Quando passamos por alguém, na rua, sentimos o cheiro do perfume da outra pessoa. Lembre-se do odor forte da juventude numa tarde de sol, após uma partida de vôlei ou futebol. Então, quantas vezes no dia nosso Olfato é despertado?
Mude de lugar e recorde de um funeral: o cheiro das flores que cobrem o corpo da pessoa falecida! Há até uma flor que é chamada de cravo de defunto. E o cheiro forte dos animais?
Na Liturgia nosso olfato foi sempre pouco despertado. Antigamente se usava muito o incenso, mas hoje em dia há comunidades que não o usam nem uma vez durante o ano. Podemos nos perguntar o que aconteceu? Ninguém sabe ao certo porque nossas Celebrações foram desprezando o olfato. A única coisa que sentimos é o cheiro de quem senta ao nosso lado. Não há muita coisa para satisfazer este nosso sentido. No entanto a utilização do incenso nunca foi abolida, muito pelo contrário, há orientação para que seja utilizado nas grandes festas: Natal, Epifania, Páscoa, Pentecostes.
O que falta é valorizarmos o incenso pelo que ele representa: oferenda à divindade, mas também para unir e reunir o povo que celebra. A Igreja do Brasil aprovou a utilização do perfume, como rito complementar para o Batismo. Que bom! Além dos óleos sagrados que são também perfumados, os batizandos poderão ser ungidos com perfume ou água de cheiro. Creio que esta prática já está muito presente no meio das Celebrações dos jovens das Pastorais da Juventude. É comum ser recebido com um abraço e um pouco de perfume para celebrar a nossa vida e a nossa fé. Vamos multiplicar esta prática.
Oxalá nossas comunidades eclesiais, nossos grupos de jovens, possam usar mais o perfume e o incenso nas celebrações. Há uma variedade incrível de incenso hoje em dia. Podemos escolher. Nada de achar que só um tipo de incenso pode ser usado na Igreja e na celebração do grupo de jovens. Vale a criatividade. Neste ano participei da festa de Pentecostes numa comunidade da periferia de Belo Horizonte. A Equipe usou folhas de rosa e alecrim como incenso. Foi uma beleza para o olfato sentir o cheiro de nossas plantas para louvar e bendizer o Senhor.
Uma experiência a mais: em Teresina-PI, numa comunidade de periferia, preparamos a Vigília Pascal e pedimos que quem tivesse ervas cheirosas em casa, na horta, trouxesse para perfumar o local da Celebração. Uma senhora da horta comunitária trouxe uma bacia repleta de alecrim e manjericão. À noite, antes de iniciar a Vigília, espalhoram-se as ervas pelos cantos da Igreja e pisou-se por cima delas. Incenso natural! A Igreja ficou toda perfumada para a Celebração da Páscoa. Último recado: o apóstolo Paulo pede que sejamos o bom odor de Cristo para o mundo. Vamos tentar?
Entendendo melhor:
1. Como temos valorizado o sentido do OLFATO em nossos momentos celebrativos? Que dificuldades sentimos? 2. Você concorda que o incenso é agradável na celebração? Que dinâmicas podemos fazer em nossos grupos para despertar ainda mais o sentido do olfato?
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POR:
Eliomar Ribeiro, sj - Diácono, Assessor da P J, à formação litúrgica e canto, em diversas regiões do Brasil. Músico e compositor celebativo. (eliomarsj@hotmail.com) |