Um dia de festa, um dia de festa da juventude - é o Dia Nacional da Juventude. Somos um povo sofrido, mas que gosta de comemorações, de juntar gente, de ver amigos, de celebrar, cantar e dançar. A juventude brasileira é uma das parcelas mais sofridas da sociedade (a mais atingida pelo desemprego e pela violência), mas a alegria e a vontade de estar junto também são uma de suas marcas.
Um dia de organização: o DNJ é o grande evento da Pastoral da Juventude e acontece em todo o país, em todos os estados. Mesmo em uma pequena diocese, seria impossível fazer um DNJ sozinho(a): é um dia que precisa ser sonhado e pensado em mutirão, planejado antecipadamente, com a divisão de tarefas bem definida e uma boa avaliação ao final. Resumindo: é um belo exercício de comunidade, integração e trabalho em equipe.
Um dia de compromisso: nem só de festa e reunião vive a Igreja... é preciso colocar a mão na massa. Em uma assembléia da Pastoral da Juventude, um jovem questionava: "o que nós estamos fazendo para melhorar nossa sociedade?", é uma pergunta que deve nos incomodar a todo instante, ainda mais na pastoral.
Como os participantes do Fórum Social Mundial, acreditamos em "outro mundo possível", que para nós, cristãos, assume um nome: Civilização do Amor, a proposta de construção do Reino de Deus aqui, entre nós.
Segundo Stédile (Revista Caros Amigos, nº 94, pg. 16), a humanidade (e principalmente o Brasil) passa por três crises: uma crise social, porque os problemas da maioria das pessoas só aumentam a cada dia que passa, uma crise econômica, porque o modelo atual não consegue gerar os bens necessários para atender a toda população, além de depredar os recursos naturais, e por fim uma crise cultural, porque os poderosos querem transformar toda manifestação cultural em mercadoria e impor sua visão de mundo aos demais.
Aqui se faz necessário AGIR: dizer "não" a toda cultura de morte e exclusão e "sim" para todas as forças que querem construir o Reino de Deus. É preciso CORAGEM pra ousar: quem é acomodado(a) não vai a lugar nenhum. Que possamos estar repletos da mística libertadora que levou o apóstolo Paulo e tantos outros santos e mártires a ir além das fronteiras conhecidas ao encontro dos excluídos e mais necessitados.
Como ensina Ivo Poletto, precisamos investir em todas as formas de organizar o povo e formar protagonistas. Vamos investir na criatividade, na arte e na alegria pra fazer acontecer! Que o DNJ possa ser esse momento de crescimento, aprendizado e amadurecimento da consciência da juventude de nosso país.
Dalmo Coelho C. Filho
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